Os preços globais do petróleo dispararam após novos episódios de tensão no Oriente Médio. O Brent, referência internacional, chegou a superar US$ 82 o barril nas primeiras negociações asiáticas, refletindo preocupação com a segurança do tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
Relatos de ataques a embarcações e alertas de segurança emitidos por autoridades marítimas elevaram o nível de cautela entre armadores e seguradoras. Plataformas de rastreamento indicaram redução significativa no fluxo de navios na entrada do estreito, com dezenas de petroleiros aguardando em águas abertas diante do aumento dos riscos operacionais e dos custos de seguro.
Apesar da alta inicial, as cotações recuaram parcialmente ao longo do dia. Especialistas afirmam que o mercado ainda não entrou em pânico, mas monitorará atentamente qualquer bloqueio prolongado. O grupo Opep+ anunciou aumento de produção para tentar amortecer eventuais impactos, embora analistas considerem que a medida pode ser insuficiente caso a instabilidade se prolongue.
Economistas alertam que um barril acima de US$ 100 teria efeito cascata sobre combustíveis, alimentos, fretes e inflação global. Em um cenário de conflito prolongado, bancos centrais poderiam rever planos de redução de juros, reacendendo pressões sobre o crescimento econômico mundial.
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de estrangulamento energético do planeta. Qualquer interrupção duradoura no fluxo da região tem potencial de redefinir preços, cadeias logísticas e políticas monetárias em escala global.
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Redação Brasil News