Brasil contra-ataca EUA com Lei de Reciprocidade, mas analistas alertam para risco de ‘tarifaço’ dobrar.

Internacional

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Poder360 deu um passo ousado e tenso na diplomacia comercial ao notificar oficialmente os Estados Unidos Poder360 e dar início ao processo de aplicação da Lei de Reciprocidade Brasilagro. A medida surge em resposta à imposição de uma sobretaxa de 25% aplicada por Washington Brasilagro sob a alegação de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil Brasilagro. Embora o Palácio do Planalto classifique o movimento como um esforço formal para abrir consultas diplomáticas e buscar o diálogo Brasilagro, especialistas em economia e mercado financeiro soaram o sinal de alarme.

Na avaliação do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale Veja, retaliar os EUA na atual conjuntura pode ser um tiro no pé. “Aplicar a reciprocidade a um país com falta de racionalidade econômica na guerra tarifária pode fazer com que as atuais tarifas de 25% sobre produtos brasileiros virem 50%”, alertou. Para o analista, a falta de disposição para concessões no cenário internacional indica que a relação comercial entre os dois países pode ficar comprometida por um longo período, agravada por um ambiente eleitoral que tensiona ainda mais as negociações.

Além dos desdobramentos diretos nas exportações, o mercado financeiro já sente a poeira subir. Segundo Juliana Inhasz, economista e professora do Insper, a simples sinalização de retaliação contamina a percepção de risco do país em um momento delicado. Com a alta de juros locais, saída de capital estrangeiro e ambiente corporativo pressionado, o temor é de que a disputa atinja o câmbio, a inflação implícita e a concessão de crédito, restringindo a capacidade de crescimento econômico.

Apesar da abertura do processo pelo Ministério das Relações Exteriores Poder360, a aplicação efetiva de qualquer sanção brasileira ainda exige prazos e ritos legais que podem durar cerca de 120 dias CNN Brasil. Esse intervalo funcionará como uma cartada final para a diplomacia e o setor privado tentarem arrefecer os ânimos de Washington antes que o confronto saia do plano das expectativas e vire uma guerra fiscal conturbada.

Foto: Alex Brandon/AP

Redação – Thiago Salles

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