O Museu do Louvre, em Paris, foi palco de um dos maiores roubos da história recente da França. De acordo com a promotora Laure Beccuau, o valor das joias levadas no último domingo (20) é estimado em € 88 milhões, o que representa aproximadamente R$ 550 milhões. Segundo as autoridades, o valor histórico e cultural das peças é considerado incalculável.
O crime foi executado com alto nível de planejamento. Os assaltantes, disfarçados de funcionários, utilizaram guindastes e motosserras para violar as vitrines da Galeria Apollo, onde estavam expostas peças da coleção imperial. Câmeras de segurança registraram o momento em que o grupo retira os itens e foge rapidamente.
Entre as peças roubadas estão:
- Coroa com quase 2 mil diamantes e safiras;
- Colar e brincos da imperatriz Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, adornados com esmeraldas e mais de mil diamantes;
- Broche da imperatriz Eugênia, com 2.634 diamantes, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões;
- Além de outras joias pertencentes à aristocracia francesa.
A coroa de Eugênia chegou a ser recuperada algumas horas após o crime, mas estava danificada e abandonada em uma rua de Paris. O item mais valioso da galeria — um diamante de 140 quilates, avaliado em US$ 60 milhões (R$ 377 milhões) — não foi levado.
A polícia francesa acredita que a ação tenha sido orquestrada por uma quadrilha internacional especializada em roubos de arte. A investigação busca identificar se as joias foram levadas por encomenda ou se o foco dos criminosos era apenas o valor das pedras preciosas.
O episódio remete ao famoso roubo da Mona Lisa, ocorrido em 1911, também no Louvre. Na ocasião, a pintura foi recuperada — mas as autoridades temem que, desta vez, as joias desapareçam para sempre, caso não sejam encontradas rapidamente.
Foto: Divulgação/Museu do Louvre