Revelação chocante! Mãe quebra silêncio e conta que Tainara acordou do coma e conversou antes de morrer: “Vou lutar pelos meus filhos”.

Brasil

Um depoimento inédito e carregado de forte emoção trouxe novos elementos devastadores para um dos casos de violência de gênero mais cruéis e de maior repercussão recente no país. Lúcia Aparecida Souza da Silva, mãe da vendedora Tainara Souza Santos — que foi covardemente atropelada, arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê e teve as pernas amputadas —, revelou à TV Globo que a filha acordou do coma e conversou com ela no hospital durante dez dias antes de falecer. O segredo, guardado sob forte blindagem emocional pela mãe para respeitar o sofrimento da jovem, foi exposto pela primeira vez durante a audiência de instrução no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

De acordo com o relato emocionante de Lúcia, ao despertar na UTI, Tainara demonstrou total consciência da gravidade de sua situação. Perguntou pelos filhos — um menino de 12 anos e uma menina de 7 — e disparou: “Mãe, eu sei o que aconteceu. Estou sem as minhas pernas, né? Fui arrastada pelo carro”. Mesmo ciente de que enfrentaria uma reengenharia cirúrgica em seu corpo, a vendedora de 31 anos garantiu que lutaria por sua sobrevivência. O ponto mais chocante das conversas hospitalares desmorona a principal tese de defesa do agressor. Ao ser questionada se conhecia o motorista, Tainara foi categórica e imediata: “Ele não me conhece? Espera só eu sair daqui para ver se ele não me conhece”, desmentindo frontalmente a versão do criminoso.

O crime de guerrilha urbana ocorreu em 29 de novembro de 2025. O ex-ficante da vítima, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, atropelou intencionalmente Tainara e um amigo dela por motivos de ciúme possessivo. Ele fugiu sem prestar socorro, deixando a jovem presa sob o assoalho do veículo em um arrasto brutal de um quilômetro monitorado por câmeras. Tainara suportou quase um mês de internação e cirurgias agressivas, mas faleceu na véspera de Natal em decorrência de septicemia generalizada. Diante do vasto conjunto de provas, a Justiça de São Paulo determinou na última segunda-feira que Douglas, atualmente preso preventivamente, seja levado a júri popular. Ele responderá pelos crimes de feminicídio consumado e tentativa de homicídio, enfrentando uma pena que pode chegar a 40 anos de prisão em regime fechado.

Foto: Redes Sociais

Redação – Thiago Salles

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