Raphael Petrolini atua com precisão em cirurgias de crânio e coluna

Saúde e Bem Estar

Referência em neurocirurgia, médico combina experiência prática e empatia para tratar desde hérnias até epilepsias e tumores cerebrais

Desde a infância, Raphael Petrolini carregava consigo um desejo claro: ser médico. Com apenas seis anos, ele decidiu que seguiria esse caminho. A convicção atravessou a adolescência e se fortaleceu com o apoio dos pais, mesmo diante dos desafios. Foram quatro anos de cursinho até conquistar uma vaga na disputada Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ali, ele iniciou uma formação que o levaria à neurocirurgia e à atuação em casos de alta complexidade envolvendo o sistema nervoso central.

“A cirurgia me permite tratar doenças de forma direta, com impacto real na vida das pessoas. Sempre tive perfil mais prático do que clínico, e a neurocirurgia me ofereceu esse caminho”, explica. Inicialmente dividido entre cirurgia plástica e neurocirurgia, a decisão final veio no último ano da graduação, ao perceber que queria se dedicar ao tratamento de doenças e não apenas às questões estéticas.

Escolhas na neurocirurgia funcional e estrutural

A especialização de Raphael em cirurgia da coluna também ocorreu pela prática. “A maioria dos casos que chegam ao consultório envolvem dores na coluna, especialmente hérnias e deslocamentos discais”, explica. No entanto, é nas cirurgias de crânio que Raphael encontra seu maior desafio e paixão: “A precisão exigida é extrema. Trabalhamos com estruturas milimétricas e com riscos elevados, o que exige uma preparação rigorosa e muito estudo”, relata.

Ao longo da carreira, atuou em diferentes frentes da neurocirurgia, incluindo cirurgias vasculares, tumores cerebrais, base de crânio, endoscopias, nervos periféricos e, principalmente, neurocirurgia funcional — área que abrange casos de dor crônica,  epilepsia e doença de Parkinson. Em sua experiência, muitos pacientes demoram a buscar o neurocirurgião e chegam encaminhados por neurologistas. “Ainda existe desconhecimento sobre quando a cirurgia pode ser uma opção, principalmente fora dos grandes centros”, observa.

Atraso no diagnóstico e os perigos dos tumores cerebrais e aneurismas

Segundo o especialista, tumores cerebrais e aneurismas são exemplos de condições que, por crescerem lentamente, costumam ser diagnosticadas tardiamente. “Os sintomas são muitas vezes confundidos com cansaço, idade ou outras causas. Quando chegam até nós, os danos já estão avançados”, lamenta. A mesma situação se aplica a aneurismas, que, quando rompem, causam sequelas irreversíveis ou levam à morte em mais da metade dos casos.

“A cirurgia de aneurisma roto não reverte o que o sangramento causou. Ela evita que um novo sangramento aconteça, por isso o diagnóstico precoce é tão fundamental”, reforça.

Ao tratar epilepsias refratárias, Raphael observa pacientes que convivem com dezenas de crises diárias por anos, sem saber que há possibilidade de cirurgia. “Muitas vezes, uma simples ressonância poderia identificar a causa, mas isso se perde no caminho entre consultas e especialidades. É aí que entra a importância de uma linha de cuidado mais integrada”, aponta.

A importância da escuta ativa e do vínculo médico-paciente

Mais do que técnica, o médico acredita que a escuta e o acolhimento são partes fundamentais do atendimento. “Às vezes, o paciente só quer ser ouvido. Recebo muitos agradecimentos por escutar, algo que deveria ser o básico”, afirma. Para criar vínculo, busca pontos em comum na conversa: filhos, time de futebol ou histórias pessoais. É essa conexão que o ajuda a orientar com clareza sobre os riscos, possibilidades e os limites de cada tratamento.

Na urgência, quando o paciente chega via pronto-socorro, a escuta se volta para os familiares. “Antes de explicar a situação, pergunto o que já foi dito e como foi entendido. Corrigir informações e mostrar as imagens dos exames são formas de aproximar e trazer segurança”, diz.

Ele destaca ainda que muitos procedimentos podem ser feitos de forma minimamente invasiva, mas alerta para a superficialidade com que o termo é tratado. “Minimamente invasivo não significa menos risco. Em alguns casos, o acesso pequeno dificulta a manipulação interna e pode comprometer o resultado”, afirma.

Pilares da segurança cirúrgica

Com atuação em hospitais de São Paulo e São José dos Campos (SP), Raphael tem como prioridade trabalhar em centros com estrutura completa e equipe treinada. “Uma coisa é lidar com um dreno comum, outra é manusear um dreno conectado ao crânio. O pós-operatório exige uma retaguarda segura e multiprofissional”, explica. Ele também valoriza o uso de tecnologia de ponta: neuronavegadores, microscópios modernos, materiais sintéticos e sistemas de endoscopia são diferenciais que impactam diretamente no desfecho cirúrgico.

Apesar das exigências da especialidade, Raphael não abre mão do cuidado individualizado. O médico está em processo de formação da própria equipe, com anestesistas, instrumentadores e auxiliares de sua confiança, a fim de garantir segurança e previsibilidade ao paciente. “Cada segundo em uma cirurgia é importante. Ter uma equipe entrosada não é luxo, é necessidade”, resume.

Família, rotina médica e novos caminhos no Vale do Paraíba

Ao lado da esposa, a dermatologista Lívia Fadel, com quem tem três filhos, Raphael se mudou recentemente para Jacareí (SP) e também começa a atender na região do Vale do Paraíba. “A gente tenta manter uma rotina de apoio mútuo. Nos ajudamos em casa e no trabalho, e agora estamos construindo algo nosso”, comenta. A médica inaugura, em junho, sua nova clínica em São José dos Campos (SP), com atuação em dermatologia clínica, infantil e estética.

Para o futuro, o neurocirurgião planeja consolidar sua própria estrutura de atendimento, ampliando o acesso a procedimentos seguros e tecnologicamente atualizados. “Quero oferecer um tratamento digno e completo, do primeiro atendimento à reabilitação, com respeito, empatia e verdade”, conclui.

Instagram: @dr.raphaelpetrolini | @draliviafadel
Fotos: Natan Passos

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