A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou nesta quarta-feira (25) a demissão de Monique Medeiros, acusada pela morte do próprio filho, Henry Borel. A decisão foi publicada no Diário Oficial e encerra definitivamente seu vínculo como professora da rede municipal.
A medida ocorre poucos dias após a soltura de Monique, que deixou a prisão por decisão judicial enquanto aguarda julgamento. Apesar disso, o processo administrativo disciplinar (PAD) já analisava sua conduta como servidora pública desde o crime.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o processo concluiu pela demissão com base em falta grave, considerando a responsabilidade inerente ao cargo de professora. A decisão foi respaldada pelo prefeito, atendendo à recomendação da pasta.
O secretário de Educação destacou que a permanência de Monique no quadro de servidores era incompatível com a função de educar e cuidar de crianças, reforçando que ela não retornaria às salas de aula.
A defesa da ex-servidora informou que ainda não teve acesso completo aos detalhes do ato administrativo e avalia a possibilidade de recorrer da decisão.
O caso Henry Borel segue em tramitação na Justiça e continua gerando grande repercussão nacional. O menino morreu há cinco anos, com sinais de agressão, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Após a recente soltura de Monique Medeiros, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou o retorno dela à prisão, e o pedido ainda está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça.
O julgamento do caso foi adiado e deve ocorrer nos próximos meses, mantendo o episódio entre os mais emblemáticos e acompanhados pela opinião pública no país.
Foto: Reprodução/TV Globo
Redação – Thiago Salles