Uma praça pública de Adamantina, no interior de São Paulo, tornou-se cenário de uma situação inusitada após a população de jabutis atingir aproximadamente 250 animais. Diante do crescimento considerado acima da capacidade do local, órgãos ambientais iniciaram um plano de manejo para garantir a preservação da espécie e o bem-estar dos répteis.
A primeira etapa da operação ocorreu no início de junho, quando 70 jabutis foram retirados da Praça Euclides Romanini. Os animais passaram por avaliação clínica no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras-SP) antes de serem encaminhados à Reserva Santa Sofia, localizada em Mato Grosso do Sul.
Segundo a Prefeitura de Adamantina, o aumento da população ocorreu ao longo de vários anos devido ao abandono de animais por moradores e à reprodução natural entre os jabutis já existentes na praça.
Os técnicos destacam que a espécie encontrada no local é o jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria), nativo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, não sendo uma espécie originária do estado de São Paulo. Por esse motivo, o controle populacional tornou-se necessário para evitar impactos ambientais e garantir melhores condições de manejo.
A operação conta com a participação da Prefeitura, da Polícia Ambiental, do Ministério Público e do Cetras-SP. Conforme os responsáveis, o remanejamento foi apontado como a alternativa mais segura para assegurar qualidade de vida aos animais e preservar o equilíbrio da fauna.
Ainda restam 180 jabutis na praça. No entanto, a transferência dependerá da disponibilidade de vagas no Cetras, onde cada animal precisa passar por avaliação veterinária antes de seguir para uma área adequada.
As autoridades reforçam que o abandono de animais silvestres é uma das principais causas desse tipo de situação e lembram que a prática pode causar impactos ambientais, além de colocar em risco tanto os animais quanto os ecossistemas locais.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Adamantina
Redação – Ana Flavia