Uma iniciativa desenvolvida por estudantes da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, está chamando a atenção por apresentar um novo modelo de habitação social que une baixo custo, sustentabilidade e eficiência energética.
O projeto resultou na construção de uma residência de 80 metros quadrados destinada a uma família de baixa renda, em parceria com a organização Habitat for Humanity of the Northern Flint Hills. O principal objetivo foi criar uma moradia mais econômica, confortável e com menor impacto ambiental.
O grande diferencial da construção está no uso do hempcrete, material produzido a partir da parte lenhosa do cânhamo industrial misturada com cal. Essa tecnologia substitui parte do concreto convencional e oferece excelente isolamento térmico, ajudando a manter a temperatura interna da casa durante diferentes estações do ano.
Outro destaque do projeto é a redução significativa no uso de concreto. O piso da residência utiliza apenas 15% da quantidade normalmente empregada em construções semelhantes, representando uma diminuição de 85% no consumo do material, cuja fabricação está entre as maiores fontes de emissão de dióxido de carbono da indústria da construção.
Além da inovação estrutural, a casa recebeu um sistema de painéis solares instalado no telhado. A energia produzida abastece a residência e, quando há excedente, pode ser enviada para a rede elétrica, reduzindo os custos com eletricidade e aumentando a eficiência energética do imóvel.
De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo projeto, a combinação entre o hempcrete, a redução do concreto e a geração de energia limpa poderá compensar as emissões de carbono geradas durante a construção em menos de duas décadas.
A iniciativa também demonstra que tecnologias sustentáveis podem ser aplicadas em programas de habitação popular, oferecendo mais qualidade de vida às famílias e reduzindo os impactos ambientais sem elevar significativamente os custos da obra.
Especialistas acreditam que projetos semelhantes poderão servir de inspiração para futuras políticas públicas voltadas à construção de moradias mais sustentáveis em diversos países.
Foto: Reprodução/Kansas State University
Redação – Ana Flavia