PF aponta que presidente da Alerj buscava apoio eleitoral em áreas controladas pelo Comando Vermelho.

Brasil

A Polícia Federal afirma que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), teria como um de seus objetivos estratégicos preservar relações com o Comando Vermelho para garantir influência política em áreas dominadas pela facção criminosa, regiões que concentram grande número de eleitores.

De acordo com a PF, essa articulação teria como pano de fundo o fortalecimento eleitoral em comunidades sob controle da organização criminosa, o que poderia representar milhões de votos em disputas futuras. A corporação aponta ainda que Bacellar teria conhecimento prévio das atividades ilícitas de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, apontado como operador ligado ao Comando Vermelho.

Segundo os investigadores, mesmo ciente do histórico criminal do suspeito — que já havia sido preso anteriormente e condenado por tráfico de drogas — Bacellar teria agido para dificultar o andamento das apurações. A Polícia Federal sustenta que o parlamentar teve acesso antecipado a informações sobre a operação e teria orientado a retirada de objetos que poderiam interessar à investigação.

A prisão do presidente da Alerj foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o magistrado destacou a existência de indícios relevantes de ações coordenadas para obstruir investigações relacionadas a redes criminosas violentas e suas ligações com agentes públicos.

TH Joias foi preso novamente no início de setembro, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações indicam que ele também estaria envolvido na negociação de armas para a facção criminosa.

O caso provoca forte repercussão política no Rio de Janeiro e aprofunda a crise envolvendo a cúpula da Alerj, ampliando o debate sobre a relação entre crime organizado e agentes públicos no estado.

Foto: Divulgação
Redação Brasil News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *