A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra sua pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília foi recebida com sentimento de alívio por aliados próximos e integrantes de sua base política.
Segundo relatos de parlamentares ouvidos em bastidores, a principal preocupação era a repercussão que teria a imagem de Bolsonaro sendo conduzido para um presídio do sistema penitenciário comum, como o Complexo da Papuda. Para esse grupo, esse cenário representaria forte desgaste político, especialmente junto ao eleitorado ainda indeciso.
Embora continuem defendendo que o ex-presidente não deveria estar preso e que o regime ideal seria o domiciliar, os aliados reconhecem que a permanência na PF representa um ambiente mais controlado e menos hostil do que uma unidade prisional tradicional.
Entre as preocupações levantadas estão tanto a segurança pessoal do ex-presidente quanto os reflexos simbólicos de uma eventual transferência para um presídio comum, levando em conta declarações que Bolsonaro já fez no passado sobre o sistema carcerário brasileiro.
O aspecto eleitoral também pesou na avaliação política do grupo. Parlamentares admitem que imagens de Bolsonaro entrando em um presídio poderiam gerar prejuízos irreversíveis para sua base de apoio e fortalecer a narrativa de desgaste público.
Aliados ainda fizeram comparação com o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpriu pena nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. A diferença, no entanto, é que Bolsonaro permanecerá em Brasília, onde já estava sob custódia desde o último sábado.
Com a decisão de Moraes, Bolsonaro seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal para cumprir integralmente a pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Além disso, o ex-presidente permanece inelegível até 2033, em razão das condenações que resultaram na perda de seus direitos políticos.
Foto: Tânia Rego
Redação Brasil News