Pela metade do preço inicial? JAC e-JS1 despenca e vira opção de elétrico usado a R$ 70 mil.

Negócios

O cenário dos veículos elétricos no Brasil passou por uma transformação radical nos últimos anos. Se na época de sua estreia o JAC e-JS1 reinava quase absoluto como a opção “de entrada” entre os modelos de zero emissão de poluentes, a chegada ostensiva de concorrentes chineses mais modernos — com destaque para o avanço da BYD e de novidades da Caoa Chery e Renault — pressionou as marcas veteranas a realizarem sucessivos reajustes para baixo.

Com unidades ano/modelo 2022 figurando na faixa de R$ 71 mil a R$ 73 mil em tabelas de referência automotiva como a Tabela Fipe, a drástica depreciação do modelo assusta quem comprou o carro zero-quilômetro, mas pode acender o interesse de quem busca um elétrico urbano econômico. Contudo, analistas do setor alertam que a queda de preço não ocorre por acaso: além da concorrência feroz de lançamentos mais atualizados, o temor do consumidor em relação ao custo de manutenção pós-garantia, ao desgaste natural da capacidade de retenção de carga da bateria e à nota zero obtida pelo veículo nos testes de colisão do Latin NCAP pesam contra a liquidez do modelo.

Para os interessados em ingressar na era dos elétricos gastando o equivalente a um modelo popular usado a gasolina, o e-JS1 se destaca pelo silêncio a bordo e baixíssimo custo de rodagem por quilômetro. Ainda assim, especialistas recomendam que qualquer negociação seja precedida por uma verificação rigorosa da saúde do pacote de baterias e do histórico de revisões na rede autorizada, garantindo que a suposta pechincha não se transforme em uma dor de cabeça de alta tensão.

Foto: Divulgação / JAC Motors

Redação – Thiago Salles

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