O Partido Novo protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A solicitação, encaminhada ao ministro André Mendonça — relator de processos desdobrados da Operação Compliance Zero —, ocorre 24 horas após a legenda ter solicitado o afastamento cautelar do chefe da corporação.
O pedido fundamenta-se em mensagens e áudios extraídos pela própria PF do telefone celular de Daniel Bueno Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Nos diálogos interceptados, o empresário menciona a necessidade de articular uma suposta “proteção de Andrei e de Paulo”, em referência que o partido aponta ser ao diretor-geral e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A petição do Novo sustenta que a medida cautelar extrema é indispensável para neutralizar interferências políticas e hierárquicas no andamento das apurações. A legenda destacou ainda que Vorcaro, em tratativas preliminares para um eventual acordo de colaboração premiada, teria sinalizado a intenção de citar autoridades e apontado o suposto custeio de viagens e despesas pessoais em favor do chefe da PF.
A peça jurídica utiliza o artigo 319 do Código de Processo Penal para requerer o isolamento das estruturas de investigação contra influências administrativas. Caberá ao ministro André Mendonça avaliar os indícios apresentados e decidir sobre a abertura de vistas à Procuradoria-Geral da República ou a adoção imediata de medidas cautelares contra a cúpula da PF.
Foto: Nelson Jr. / SCO / STF
Redação – Thiago Salles