O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, declarou que o estado de saúde de Jair Bolsonaro é suficientemente delicado para embasar um pedido de prisão domiciliar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação foi feita ao comentar solicitações semelhantes apresentadas em favor do ex-presidente e do general da reserva Augusto Heleno, ambos investigados em processos que tramitam na Corte.
De acordo com Mourão, a situação clínica de Bolsonaro inspira cuidados extremos e não pode ser tratada como um quadro comum. O senador afirmou que relatórios e avaliações médicas detalhadas já foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações, como parte da argumentação jurídica apresentada pela defesa.
Ao comentar o tema, Mourão destacou que os documentos médicos indicam riscos sérios à saúde do ex-presidente, inclusive a possibilidade de agravamento fatal, caso não haja acompanhamento contínuo e condições adequadas de tratamento. Na visão do senador, esse cenário se enquadra nos critérios legais que permitem a substituição da prisão por regime domiciliar.
As declarações foram feitas em entrevista à imprensa e repercutiram nos bastidores políticos e jurídicos, reacendendo o debate sobre a situação dos investigados nos inquéritos conduzidos pelo STF. A defesa de Bolsonaro sustenta que a condição clínica deve ser considerada prioritária em qualquer decisão judicial que envolva medidas restritivas de liberdade.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se pronunciou oficialmente sobre os pedidos citados por Mourão, e eventuais decisões dependerão da análise técnica dos laudos médicos e dos fundamentos legais apresentados.

Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Redação Brasil News