Esposa de ministro do STF inaugura novo escritório em Brasília no mesmo período de sanção dos EUA.

Brasil

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, passou a comandar um novo escritório de advocacia em Brasília a partir de setembro deste ano. A abertura da empresa ocorreu no mesmo dia em que ela foi incluída em sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, fato que ampliou a visibilidade sobre os negócios da família.

O escritório, denominado Barci e Barci Sociedade de Advogados, está instalado no Setor de Autarquias Sul, área estratégica da capital federal por concentrar importantes órgãos do Judiciário e da administração pública. O endereço fica próximo ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao Superior Tribunal Militar e a outras instituições relevantes, além de estar a poucos quilômetros do Supremo Tribunal Federal e do Banco Central.

O imóvel ocupado pela advogada integra um prédio comercial frequentemente utilizado por profissionais do Direito. De acordo com anúncios imobiliários da região, salas com cerca de 45 metros quadrados têm aluguel estimado entre R$ 4 mil e R$ 5 mil mensais. Até o momento, não há identificação externa do novo escritório.

A nova empresa se soma a outras sociedades da família Moraes no ramo jurídico. Viviane também participa de outro escritório que reúne como sócios o próprio ministro do STF e uma das filhas do casal, além da atuação do filho na equipe jurídica. Outro empreendimento ligado à família é o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, igualmente citado em sanções anunciadas pelo governo norte-americano.

Os negócios ganharam maior atenção após a divulgação de informações envolvendo o Banco Master, instituição que tem escritórios da família como representantes em disputas judiciais e administrativas. Segundo reportagens da imprensa nacional, contratos firmados preveem pagamentos mensais milionários ao escritório, o que gerou questionamentos no meio político.

Diante das revelações, parlamentares passaram a discutir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar contratos, eventuais conflitos de interesse e contatos envolvendo autoridades e o sistema financeiro. Até o momento, os citados não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações.

Foto: Dida Sampaio

Redação Brasil News

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