Voz de hinos atemporais do Carnaval como “Milla” e “Fim de Semana”, Netinho viveu o ápice da fama nos anos 1990 com uma rotina frenética de shows e turnês pelo país. Em entrevistas passadas, o cantor relembrou como a carreira meteórica impactou a convivência inicial com a filha recém-nascida. “Peguei um jatinho, vi minha filha nascer em Salvador e voltei para o show no Rio Grande do Sul. Só fui vê-la de novo oito dias depois. Não convivi com ela até os quatro anos de idade devido à agenda”, relatou o artista na época.
Apesar do distanciamento nos primeiros anos de vida, o laço de afeto entre pai e filha fortaleceu-se ao longo do tempo. Em publicações emocionadas nas redes sociais, o cantor fazia questão de exaltar o orgulho pela trajetória da jovem, que seguiu carreira na medicina e especializou-se em ortopedia. “Ela é uma mulher guerreira, construindo sua vida com coragem, fé e honra. Te amo incondicionalmente para toda a eternidade”, declarou o baiano em uma de suas últimas homenagens públicas a Bruna.
A história médica de Netinho foi acompanhada com apreensão pelos fãs por mais de 13 anos. Desde 2013, o cantor enfrentou graves problemas hepáticos, derrames cerebrais e chegou a passar meses sem conseguir falar durante o processo de reabilitação. Em 2022, o intérprete arriscou uma candidatura política nas eleições, mas não obteve êxito nas urnas, preferindo focar na família e nos tratamentos de saúde no período subsequente.
A confirmação de sua morte gerou uma onda de comoção entre artistas, colegas do axé baiano e admiradores por todo o país. O legado musical de Netinho, marcado pela energia contagiante dos trios elétricos e por canções que embalaram gerações, deixa um marco definitivo na história da cultura popular brasileira.
Foto: Reprodução / Instagram @drabrunatrindade | Redação – Thiago Salles