Justiça nega Sala de Estado-Maior e Deolane Bezerra continuará em presídio comum no interior de SP.

Brasil

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra sofreu uma nova e contundente derrota nos tribunais neste sábado (18). Por unanimidade, os desembargadores da 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negaram o pedido formulado por sua defesa para que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior. Com a decisão colegiada, Deolane permanecerá recolhida em regime fechado na Penitenciária de Tupi Paulista, unidade prisional localizada no interior do estado, a cerca de 600 quilômetros da capital paulista.

A influenciadora está detida desde o dia 21 de maio, alvo das investigações de alta complexidade conduzidas pela Operação Vérnix. De acordo com informações obtidas junto aos bastidores da apuração e divulgadas pela GloboNews, Deolane Bezerra é formalmente apontada pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público como peça integrante do chamado “fechamento” financeiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), atuando supostamente na lavagem de dinheiro e ocultação de bens da facção.

A prerrogativa e a realidade do cárcere

A Sala de Estado-Maior é uma prerrogativa profissional garantida pelo Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94). Trata-se de um alojamento sem as características de uma cela comum — sem grades ou portas de ferro —, geralmente localizado em quartéis das Forças Armadas, da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. O espaço oferece condições diferenciadas, como cama, banheiro privativo, boa iluminação, ventilação e área para descanso, funcionando de forma estritamente administrativa enquanto não há condenação definitiva.

Em nota, os advogados de Deolane Bezerra informaram que receberam a negativa do TJ-SP “com serenidade”. A banca reforçou que o objetivo do recurso era puramente assegurar as garantias legais concedidas à condição de advogada da ré. No entanto, o entendimento do tribunal barrou o benefício, mantendo o rigor da custódia em regime penitenciário convencional devido à gravidade das acusações de ligação com o crime organizado.

Foto: Reprodução/Record / Redação – Thiago Salles

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