Jogada milionária levanta suspeitas: Edir Macedo injeta R$ 866 milhões para destravar venda de banco.

Economia

Uma movimentação financeira de grandes proporções envolvendo o líder religioso Edir Macedo passou a ser alvo de questionamentos no mercado. O empresário realizou um aporte de R$ 866 milhões com o objetivo de viabilizar a venda do banco Digimais, operação que chamou a atenção de auditores independentes.

De acordo com informações divulgadas na coluna do jornalista Júlio Wiziack, o investimento foi composto por R$ 741,3 milhões somados a outros R$ 125 milhões que já haviam sido destinados anteriormente à instituição. A estratégia teve como finalidade atender às exigências do Banco Central do Brasil, especialmente em relação ao capital mínimo necessário para permitir a negociação do banco.

A estrutura da operação envolveu a aquisição de cotas do fundo de investimento Hermon, por meio da empresa B.A. Empreendimentos e Participações. Apesar de cumprir um papel fundamental para viabilizar o processo, o modelo adotado passou a ser analisado com cautela por especialistas, que levantaram dúvidas sobre a adequação das condições financeiras e a transparência da transação.

O caso reforça o nível de rigor aplicado às instituições financeiras no país, especialmente em processos de venda e reestruturação que envolvem grandes volumes de capital. Até o momento, não há indicação de irregularidades confirmadas, mas a operação segue sob análise técnica, podendo gerar desdobramentos no setor financeiro.

Foto: Divulgação/Banco — fotógrafo não informado

Redação – Thiago Salles

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