Irã sangra, Trump ameaça intervir e Teerã promete atacar bases dos EUA: Oriente Médio à beira de uma guerra.

Internacional

A crise política e social no Irã atingiu um novo patamar de tensão neste domingo (11). Segundo a organização de direitos humanos HRANA, mais de 500 pessoas já morreram desde o início das manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas. Os números incluem centenas de civis e dezenas de integrantes das forças de segurança, além de mais de 10 mil prisões.

Os protestos, que começaram em 28 de dezembro após aumentos nos preços, rapidamente evoluíram para atos contra o regime clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. O governo iraniano, porém, não divulgou dados oficiais de mortos, e os números não puderam ser confirmados de forma independente.

No cenário internacional, a escalada preocupa. O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar uma possível intervenção caso o uso da força contra manifestantes continue. Segundo o Wall Street Journal, Trump deve ser informado sobre opções que vão desde sanções mais duras até ataques militares e operações cibernéticas contra o Irã.

A resposta de Teerã foi imediata e dura. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou Washington sobre um “erro de cálculo” e afirmou que, em caso de ataque, bases e navios dos Estados Unidos, além de alvos em Israel, seriam considerados “alvos legítimos”.

Enquanto isso, o governo intensifica a repressão interna. Autoridades acusam os EUA e Israel de estimularem os protestos. Em pronunciamento na TV estatal, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que inimigos externos estariam por trás da violência, alegando ataques a mesquitas, bancos e prédios públicos. Ele pediu que famílias impeçam jovens de se juntarem aos manifestantes, classificados pelo governo como “desordeiros e terroristas”.

Apesar do discurso duro, Pezeshkian declarou que o governo estaria disposto a ouvir as reivindicações populares e buscar soluções para a crise econômica. Nas ruas, porém, o clima segue de medo, revolta e incerteza, enquanto o mundo observa com atenção um possível novo foco de conflito global.

Foto: Majid Asgaripour / WANA (Reuters)
Redação Brasil News

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