O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notificou oficialmente o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, referente à investigação de uma grave aproximação no ar envolvendo a aeronave presidencial de Donald Trump e um jacto comercial fabricado pela brasileira Embraer. O incidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Arlington, Virgínia.
O episódio envolveu o helicóptero militar Sikorsky VH-3D (Marine One), que transportava o presidente norte-americano após decolar de uma área de parque perto da Casa Branca, e um Embraer E-170 da Envoy Air com destino a Pensacola. Por conta de barreiras físicas e edifícios que bloquearam a transmissão de rádio, a tripulação do helicóptero não conseguiu avisar a torre de controle sobre a decolagem a tempo. Sem a notificação, os controladores liberaram a subida do avião de passageiros, fazendo com que as aeronaves chegassem a apenas 1,5 quilômetro de distância lateral e 210 metros na vertical — quebrando os limites mínimos de segurança exigidos pela aviação local.
Na cabine do avião comercial da Embraer, os sistemas automáticos de alerta de tráfego (TCAS) chegaram a ser acionados, mas não houve necessidade de manobras bruscas de evasão, já que o helicóptero presidencial passou com segurança por trás da asa direita da aeronave comercial. Ninguém ficou ferido em nenhuma das duas plataformas de transporte.
A autoridade de aviação americana (FAA) identificou a sombra de cobertura na antena e realizou a reposição dos equipamentos de comunicação para evitar novas falhas cegas no perímetro. Por envolver uma aeronave projetada e fabricada em solo brasileiro, a investigação do NTSB conta com o acompanhamento técnico dos peritos do Cenipa.
Foto: Julia Demaree Nikhinson / Divulgação
Redação – Thiago Salles