Guerra aberta no 2º turno! Lula incendeia a Paulista, exige busca aos 30 milhões de abstenções e dispara acusações contra o PL e a Justiça Eleitoral.

Política

O ato na capital paulista, que integrou uma mobilização nacional ao lado de entidades estudantis e científicas como UNE, ANPG e SBPC, reuniu peso-pesado da base aliada, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro Guilherme Boulos, Marina Silva e governadores do Nordeste. Em um discurso inflamado, Lula convocou a militância a ir às ruas e convencer parentes e conhecidos que deixaram de votar na primeira etapa do pleito. “Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Se ela não quer votar por ela, tem filho, neto e a pátria para cuidar”, pressionou o presidente.

Antes de discursar à multidão, o candidato do PT concedeu uma entrevista coletiva marcada pelo tom de confronto. Lula exigiu a votação do fim da jornada de trabalho 6×1 na quarta-feira no Congresso e empurrou a pressão para a oposição. “O PL tem que dizer se é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou se quer que continuem trabalhando mais. É a hora da verdade, não vamos aceitar protelar para enganar o povo depois da eleição”, cravou.

O clima de tensão com as instituições também atingiu o ápice. Comentando a decisão do ministro Nunes Marques que derrubou o canal do deputado André Janones (PT-MG) e os sucessivos bloqueios de perfis da esquerda nas redes sociais, Lula classificou as medidas como um “absurdo” e denunciou uma suposta parcialidade na reta final da disputa. O presidente confirmou que os advogados de sua coligação entrarão com recursos duros na Corte para “equilibrar o jogo” e estancar o que chamou de “intromissão indevida da Justiça Eleitoral”.

Na pauta de promessas para um eventual novo mandato, Lula citou uma “revolução tecnológica” com foco em inteligência artificial, transição energética e uma reformulação na Segurança Pública para garantir “prisão para bandidos e sossego para a sociedade”. Paralelamente ao evento na Paulista, a militância petista realizou caminhadas e bandeiraços em grandes capitais do país, como Belo Horizonte e Campinas, esquentando os motores para a votação decisiva do dia 25 de outubro.

Foto: Reprodução / g1 | Redação – Thiago Salles

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