A ofensiva jurídica de empresas ligadas ao ex-presidente Donald Trump ganhou um novo capítulo nesta semana ao mirar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A plataforma Rumble e a Trump Media & Technology Group protocolaram pedido na Justiça da Flórida solicitando que o magistrado seja notificado oficialmente por e-mail em uma ação que corre nos Estados Unidos.
Segundo os advogados das empresas, os canais formais de comunicação com Moraes no Brasil estariam “bloqueados”, o que teria impedido o avanço do processo desde meados do ano passado. A estratégia busca destravar o andamento da ação, que permanece paralisada justamente pela ausência de uma notificação considerada válida pelas autoridades americanas.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque a petição menciona o Banco Master, instituição envolvida em um escândalo financeiro recente. Os advogados sugerem que decisões e articulações ligadas ao ministro teriam relação indireta com o contexto do banco, argumento que eleva a tensão política e jurídica em torno do processo.
A informação veio a público após o site Metrópoles ter acesso aos documentos apresentados ao tribunal da Flórida. No material, a defesa sustenta que todas as tentativas tradicionais de citação falharam, o que justificaria a adoção de meios alternativos de notificação, como o contato eletrônico direto.
Nos bastidores, o movimento é interpretado como mais um capítulo do embate internacional envolvendo liberdade de expressão, plataformas digitais e autoridades brasileiras. A iniciativa das empresas ligadas a Trump adiciona um componente político explosivo ao caso, ampliando o alcance do conflito para além das fronteiras nacionais e colocando o nome de Moraes no centro de uma disputa judicial acompanhada de perto por governos, tribunais e gigantes da tecnologia.
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Redação Brasil News