Participaram do debate Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD). O candidato do PT, Patrus Ananias, não compareceu ao encontro.
A situação das contas públicas foi o principal ponto de divergência. Mateus Simões defendeu uma nova negociação da dívida com o governo federal e criticou a falta de investimentos da União em Minas.
Cleitinho adotou um tom mais conciliador e afirmou que o próximo governador precisará manter diálogo com Brasília para buscar uma solução para o endividamento estadual.
Incentivos fiscais entram na disputa
Alexandre Kalil criticou a política de incentivos fiscais adotada nos últimos anos e classificou os valores envolvidos como preocupantes. O tema gerou confronto entre os candidatos sobre a capacidade do estado de aumentar a arrecadação sem prejudicar a atividade econômica.
Flávio Roscoe, por outro lado, defendeu a manutenção de políticas de incentivo e questionou propostas que, segundo ele, poderiam afastar empresas de Minas Gerais.
Privatizações também provocam divergências
A privatização de empresas estaduais apareceu entre os temas econômicos do debate.
Roscoe defendeu a privatização da Copasa, argumentando que a medida pode ampliar a capacidade de investimentos em saneamento. Gabriel Azevedo afirmou que não pretende vender a Cemig caso seja eleito.
Debate teve momentos de confronto
Além da crise fiscal, os candidatos discutiram infraestrutura, segurança pública, rodovias e serviços estaduais. O encontro também teve momentos de maior tensão, especialmente nos embates envolvendo Mateus Simões e Alexandre Kalil.
A situação financeira de Minas deverá continuar como um dos principais assuntos da campanha, já que a dívida com a União e a necessidade de ampliar investimentos colocam pressão sobre o próximo governo.
Foto: Candidatos ao Governo de Minas Gerais durante o primeiro debate eleitoral — Crédito: Júnia Garrido/Band Minas.
Redação – Ana Flavia