China reage à pressão global e promete abrir mercado enquanto critica guerra comercial dos EUA.

Internacional

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, declarou neste domingo que o país está disposto a ampliar sua participação no comércio global por meio de uma política de maior abertura econômica. A fala ocorreu durante um importante fórum empresarial realizado em Pequim, que reuniu líderes de grandes companhias internacionais.

Durante o discurso, Li afirmou que a China pretende importar mais produtos estrangeiros e colaborar para um crescimento mais equilibrado do comércio internacional. A medida surge em meio a pressões de parceiros comerciais, que cobram do país uma redução no superávit comercial, considerado elevado.

Dados recentes mostram que as exportações chinesas tiveram forte crescimento no início do ano, reforçando o papel central da China na economia global. Esse desempenho, no entanto, também intensifica críticas de concorrentes que alegam desequilíbrio nas relações comerciais.

Sem citar diretamente países, o premiê chinês criticou o aumento do protecionismo e do unilateralismo no cenário global, afirmando que esse tipo de política não resolve problemas econômicos e pode prejudicar o crescimento mundial.

As declarações acontecem em um contexto de tensões comerciais, especialmente entre China e Estados Unidos, após a adoção de tarifas e medidas restritivas que impactaram o fluxo de comércio internacional.

O evento contou com a presença de executivos de grandes empresas globais, reforçando o interesse da China em manter diálogo com investidores e ampliar sua influência econômica no cenário internacional.

Foto: Ng Han Guan/AP
Redação – Thiago Salles

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