Avanço na medicina: Anvisa aprova Aquipta, novo tratamento oral da AbbVie para prevenção da enxaqueca no Brasil.

Saúde e Bem Estar

O Aquipta pertence à classe dos gepants, pequenos compostos de uso diário via oral que atuam no bloqueio dos receptores do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina). Essa molécula é liberada pelo sistema nervoso trigeminal durante as dores e desempenha papel central na transmissão e intensificação do estímulo doloroso na cabeça. Ao impedir que o CGRP se conecte aos seus receptores, o atogepanto interrompe a reação em cadeia que desencadeia as crises.

A autorização sanitária contempla comprimidos nas dosagens de 10 mg e 60 mg, comercializados em caixas com 28 unidades. A eficácia do ativo foi comprovada por ensaios clínicos internacionais de fase 3 publicados em revistas científicas de prestígio como New England Journal of Medicine e The Lancet. Nos testes com enxaqueca episódica e crônica, o uso diário de 60 mg do atogepanto reduziu de forma expressiva a frequência média de dias com dor por mês, atingindo cortes superiores a 50% das crises em mais de metade dos participantes tratados.

Apesar do registro aprovado com validade até 2036, a chegada do produto às farmácias brasileiras ainda depende da fixação de teto de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O medicamento também não passa a integrar automaticamente a lista de insumos do Sistema Único de Saúde (SUS), o que exigiria uma avaliação posterior de custo-benefício por parte da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).

A aprovação do Aquipta expande o leque de opções terapêuticas inovadoras no país — ao lado do rimegepanto e dos anticorpos monoclonais injetáveis —, oferecendo uma alternativa oral direcionada para pacientes que buscam reduzir a frequência das crises e recuperar a qualidade de vida.

Foto: Divulgação / AbbVie / Reprodução

Redação – Thiago Salles

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