A tranquilidade da noite de sexta-feira foi interrompida por um rastro de violência no interior do Paraná. A Polícia Civil e as forças de segurança do Estado mobilizaram equipes na tentativa de desvendar a motivação por trás de um atentado a tiros que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras três feridas em uma loja de conveniência no município de Campo Mourão. Até a tarde deste sábado (18), o autor do crime permanecia foragido.
De acordo com a nota oficial emitida pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), o suspeito passou de carro em frente ao estabelecimento comercial e retornou minutos depois, já com a clara intenção de executar o ataque. Ele estacionou o veículo e, sem desembarcar por completo, efetuou dezenas de disparos em direção ao grupo de pessoas que estava no local. Testemunhas relataram momentos de pânico enquanto os clientes tentavam se abrigar atrás de balcões e gôndolas para fugir dos projéteis.
Identidade sob sigilo e caçada policial
A Sesp informou que o atirador já foi formalmente identificado pelas equipes de investigação e inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil. Contudo, os dados biográficos e a fotografia do criminoso estão sendo mantidos sob estrito sigilo institucional. De acordo com as autoridades portenhas, o segredo sobre a identidade é uma medida estratégica fundamental para evitar que o suspeito mude de rota e “para não comprometer o andamento das diligências de captura”.
Enquanto as buscas pelo atirador continuam em rodovias estaduais e áreas rurais da região, uma reviravolta adicionou contornos ainda mais graves ao caso. Policiais militares prenderam uma mulher em flagrante nos arredores da cena do crime.
Com a suspeita, a polícia localizou e apreendeu duas munições intactas, porções de entorpecentes embaladas para comercialização, antenas de alta potência utilizadas como bloqueadoras de sinal de rastreadores (jammers) e uma quantidade significativa de material explosivo de uso restrito.
Esquadrão antibombas acionado
Devido ao alto potencial destrutivo do material bélico encontrado em posse da mulher, o protocolo de segurança máxima foi ativado. “A equipe do esquadrão antibombas da Polícia Militar do Paraná esteve no local das apreensões e conduziu o manejo técnico e seguro do material explosivo”, confirmou a secretaria em comunicado resumido.
A Divisão de Homicídios agora trabalha para descobrir qual o nível exato de conexão entre a mulher detida, os explosivos apreendidos e o ataque executado na loja de conveniência. Os três feridos no tiroteio foram socorridos por ambulâncias locais e encaminhados a hospitais de Campo Mourão e Maringá. O estado de saúde das vítimas não foi atualizado.
Foto: Redação – Thiago Salles