“Lula volta atrás”: fim da ‘taxa das blusinhas’ explode nas redes e brasileiros comemoram compras internacionais.

Economia

O anúncio da revogação da chamada “taxa das blusinhas” feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou grande repercussão nas redes sociais na noite desta terça-feira. A medida prevê o fim da cobrança de 20% do imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

Segundo o governo federal, a revogação será oficializada por meio de uma Medida Provisória (MP), com publicação prevista no Diário Oficial da União, garantindo validade imediata à decisão.

Apesar da retirada do imposto federal, o ICMS — tributo estadual — continuará sendo aplicado normalmente sobre as compras internacionais. Atualmente, alguns estados brasileiros mantêm alíquotas de até 20%, o que ainda impacta o valor final pago pelos consumidores.

A decisão rapidamente viralizou nas redes sociais. Termos como “Shein”, “Aliexpress” e “taxa das blusinhas” ficaram entre os assuntos mais comentados do país poucas horas após o anúncio.

Consumidores comemoraram a mudança, principalmente usuários que costumam realizar compras em plataformas internacionais de roupas, acessórios, eletrônicos e itens de baixo custo. Especialistas já apontavam que a taxação afetava principalmente consumidores das classes C e D, que utilizam marketplaces estrangeiros para adquirir produtos mais baratos.

Antes do anúncio oficial, Lula já havia sinalizado a possibilidade de rever a medida durante entrevista a portais independentes. Na ocasião, o presidente afirmou considerar o aumento da taxação “desnecessário”, especialmente por atingir consumidores de menor poder aquisitivo.

“São compras muito pequenas… as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo”, declarou o presidente.

A repercussão nas redes sociais dividiu opiniões. Enquanto muitos internautas celebraram o fim da cobrança federal, outros defenderam a taxação como forma de fortalecer o comércio nacional e equilibrar a concorrência entre empresas brasileiras e marketplaces estrangeiros.

A expectativa agora gira em torno da publicação oficial da Medida Provisória e dos impactos econômicos da decisão nos próximos meses.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Redação – Thiago Salles

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