China enfrenta terremotos e montanhas gigantes para construir ferrovia “impossível” enquanto projeto brasileiro segue travado.

Internacional

Uma das obras mais desafiadoras da engenharia moderna está sendo construída na China e já é considerada por especialistas como a ferrovia mais difícil do mundo. O projeto da Ferrovia Dali–Ruili atravessa regiões montanhosas extremas e zonas geologicamente instáveis, impondo desafios raramente vistos em obras desse tipo.

Com cerca de 330 quilômetros de extensão total, a ferrovia inclui um dos seus maiores desafios: o túnel Gaoligong, com impressionantes 34,5 quilômetros de comprimento, escavado sob montanhas que chegam a 3 mil metros de altitude. Durante a construção, engenheiros tiveram que lidar com 19 falhas sísmicas ativas, além de calor extremo, infiltrações de água subterrânea e rochas instáveis.

As obras começaram em 2008 e seguem até hoje, com previsão de conclusão total para 2028. Quando estiver pronta, a ferrovia reduzirá significativamente o tempo de viagem entre cidades estratégicas da região, como Kunming e Ruili, praticamente pela metade.

O projeto também chama atenção pela quantidade de estruturas complexas: cerca de 75% do trajeto é composto por túneis e pontes, evidenciando o nível de dificuldade enfrentado ao longo da construção.

Enquanto isso, no Brasil, projetos ferroviários importantes como a Ferrogrão ainda enfrentam entraves burocráticos e ambientais, acumulando décadas de atraso. A comparação evidencia diferenças nos modelos de execução de grandes obras e levanta debates sobre infraestrutura e desenvolvimento logístico.

Apesar dos avanços tecnológicos, engenheiros relatam que a construção exigiu constantes adaptações, com mudanças nos métodos de escavação para lidar com condições imprevisíveis no interior das montanhas.

A ferrovia Dali–Ruili não apenas representa um marco da engenharia mundial, mas também simboliza o esforço para conectar regiões isoladas e impulsionar o desenvolvimento econômico em áreas de difícil acesso.

Foto: Reprodução
Redação – Thiago Salles

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