Brasil bate recorde histórico de trabalhadores na Previdência e acende alerta sobre futuro econômico.

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O Brasil registrou um marco importante no mercado de trabalho ao atingir o maior índice de trabalhadores contribuindo para a Previdência Social desde o início da série histórica da IBGE. No trimestre encerrado em fevereiro, 66,8% da população ocupada estava vinculada a algum regime previdenciário, totalizando cerca de 68,196 milhões de pessoas.

O número representa um avanço significativo na proteção social dos trabalhadores, já que a contribuição garante acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte. Mesmo assim, o total ainda ficou ligeiramente abaixo do recorde absoluto registrado no fim de 2025, quando o país chegou a 68,496 milhões de contribuintes.

Segundo o levantamento da Pnad Contínua, o número de contribuintes supera inclusive o total de trabalhadores formais, estimado em 63,8 milhões. Isso acontece porque trabalhadores informais — como autônomos sem CNPJ — também podem contribuir individualmente para o sistema previdenciário, ampliando a cobertura.

Para especialistas, o crescimento está diretamente ligado ao fortalecimento do emprego formal. O economista Rodolpho Tobler destaca que a recuperação mais intensa dos postos com carteira assinada tem impulsionado o aumento das contribuições, refletindo um cenário mais sólido no mercado de trabalho.

Dados mostram que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,2 milhões, mantendo estabilidade em comparação com períodos anteriores. Além disso, o rendimento médio mensal também atingiu um recorde histórico de R$ 3.679, já descontada a inflação.

O avanço da formalização e da renda é visto como essencial para o equilíbrio do sistema previdenciário, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira. Quanto maior o número de contribuintes ativos, menor tende a ser a pressão sobre o sistema no futuro.

A expectativa, segundo analistas, é de que o crescimento continue, desde que a economia mantenha ritmo positivo e o mercado de trabalho siga gerando oportunidades formais.

Foto: Agência Brasil
Redação – Thiago Salles

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