A crise no Oriente Médio ganhou um novo e preocupante capítulo nesta quarta-feira (25). O Irã rejeitou oficialmente a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo e deixou claro que não aceitará imposições externas sobre o fim do conflito.
Segundo informações divulgadas pela emissora estatal iraniana, o país reagiu negativamente ao plano apresentado por Donald Trump e reforçou que qualquer decisão sobre o encerramento da guerra será tomada exclusivamente por Teerã.
O posicionamento evidencia o impasse nas negociações diplomáticas e amplia o risco de prolongamento do conflito, que já impacta a estabilidade global e os mercados internacionais.
De acordo com fontes ligadas ao governo iraniano, cinco condições foram estabelecidas para que a guerra chegue ao fim. Entre elas estão o fim imediato dos ataques contra o Irã, garantias de que novas ofensivas não ocorrerão, indenizações pelos danos causados, o encerramento das hostilidades em toda a região e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o estratégico Estreito de Ormuz.
As exigências vão na contramão do plano articulado por Washington, que incluía redução do programa nuclear iraniano, limites ao arsenal de mísseis e restrições ao apoio de Teerã a grupos aliados como o Hezbollah.
Mesmo com o avanço das negociações, o cenário no campo de batalha segue intenso. Israel realizou novos bombardeios contra alvos em Teerã e outras regiões, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em diversas cidades israelenses após ataques conjuntos do Irã e de grupos aliados.
A tensão também se espalhou por países do Golfo. Drones foram interceptados na Arábia Saudita, enquanto no Kuwait um ataque atingiu um tanque de combustível em um aeroporto. No Bahrein, alarmes de defesa aérea foram ativados em vários pontos do país.
Outro fator que aumenta a preocupação internacional é a ameaça direta contra forças americanas. O Irã afirmou ter lançado mísseis contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, sinalizando uma escalada ainda mais perigosa do conflito.
Diante do agravamento da situação, os Estados Unidos já articulam o envio de reforços militares para a região, incluindo tropas especializadas em operações em áreas de conflito.
Apesar das tentativas de negociação, o cenário segue incerto. Um possível encontro entre representantes dos dois países pode ocorrer nos próximos dias, mas, até lá, o Oriente Médio permanece em alerta máximo, com riscos crescentes de uma guerra de grandes proporções.
Foto: AFP
Redação – Thiago Salles