O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a elevar o tom ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Durante discurso em evento político, ele responsabilizou diretamente o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central pelas falhas que, segundo ele, comprometeram o sistema financeiro.
Lula classificou o caso como o “ovo da serpente” das administrações anteriores, afirmando que a origem dos problemas remonta a 2019, período em que o banco foi criado sob regras definidas pela gestão passada. O presidente também criticou tentativas de atribuir responsabilidades ao atual governo e reforçou que todas as irregularidades serão investigadas com profundidade.
As apurações em andamento envolvem diferentes frentes, incluindo a possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), suspeitas de fraudes em fundos de investimento e até o suposto uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.
Um dos principais nomes ligados ao caso é o empresário Daniel Vorcaro, que foi preso no início de março durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades financeiras e falhas regulatórias no funcionamento da instituição.
No mesmo evento, Lula também abordou o cenário político e confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode disputar o Senado ou permanecer na chapa presidencial, dependendo das articulações com Fernando Haddad. A estratégia visa fortalecer a base governista, especialmente no estado de São Paulo.
Por fim, o presidente voltou a criticar o Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o atual modelo do órgão está ultrapassado. Segundo ele, os países que compõem o conselho são os mesmos que mais participam de conflitos globais, o que, na sua visão, enfraquece a credibilidade e a eficácia das decisões internacionais.
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Redação – Thiago Salles