Planta comum na cozinha pode proteger o fígado e ajudar a prevenir cirrose, apontam estudos.

Saúde e Bem Estar

Muito conhecida pelo efeito calmante e pelo uso tradicional em chás, a erva-cidreira (Melissa officinalis) vem ganhando atenção da ciência por seus possíveis benefícios para o fígado. Estudos recentes apontam que compostos presentes na planta podem ajudar a proteger o órgão contra inflamações, gordura acumulada e danos causados por toxinas.

A erva-cidreira possui substâncias antioxidantes importantes, como o ácido rosmarínico e o ácido cafeico. Esses compostos ajudam a neutralizar radicais livres, moléculas instáveis que podem danificar células do fígado e contribuir para o desenvolvimento de doenças hepáticas ao longo do tempo.

Quando o fígado é exposto constantemente a fatores prejudiciais — como consumo excessivo de álcool, alimentação rica em gorduras ou uso prolongado de certos medicamentos — o estresse oxidativo aumenta e pode levar à inflamação crônica. Essa inflamação, se persistente, pode provocar a formação de tecido cicatricial no órgão, processo conhecido como fibrose hepática, que pode evoluir para cirrose.

Pesquisas também indicam que a erva-cidreira possui propriedades anti-inflamatórias capazes de ajudar a controlar esse processo. Um estudo publicado em 2023 na revista científica Life mostrou que um extrato padronizado da planta conseguiu reduzir significativamente a fibrose hepática em modelos experimentais de doença hepática gordurosa não alcoólica.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Hanyang, na Coreia do Sul. Os resultados mostraram que o extrato da erva-cidreira apresentou efeito antifibrótico relevante, superando inclusive um medicamento de referência usado em estudos laboratoriais.

Embora as pesquisas ainda precisem de testes clínicos em humanos para confirmação definitiva, os resultados indicam que a planta pode ter um papel importante na prevenção de danos ao fígado.

Benefícios da erva-cidreira para o organismo

EFEITO CALMANTE
A erva-cidreira é amplamente conhecida por ajudar a reduzir ansiedade, estresse e tensão, além de contribuir para melhorar a qualidade do sono.

DIGESTÃO
A planta também auxilia no funcionamento do sistema digestivo, podendo aliviar gases, cólicas e sensação de estufamento após as refeições.

AÇÃO ANTIOXIDANTE
Seus compostos ajudam a combater radicais livres, contribuindo para a proteção das células do organismo.

AÇÃO ANTIVIRAL
Alguns estudos indicam que extratos da erva-cidreira podem ajudar no combate ao vírus do herpes simples quando aplicados topicamente.

MEMÓRIA E CONCENTRAÇÃO
Pesquisas sugerem que o consumo regular da planta pode contribuir para melhora da memória e da capacidade de concentração.

Formas seguras de consumir a erva-cidreira

Chá de erva-cidreira (receita tradicional)

Ingredientes
1 colher de sopa de folhas de erva-cidreira (frescas ou secas)
1 xícara de água

Modo de preparo

  1. Ferva a água.
  2. Desligue o fogo e adicione as folhas da erva-cidreira.
  3. Tampe o recipiente e deixe em infusão por cerca de 10 minutos.
  4. Coe e beba morno ou frio.

Dose recomendada
De 1 a 3 xícaras por dia.

Extrato líquido ou tintura

Ingredientes
Extrato concentrado de erva-cidreira (farmácia ou manipulação)
Água

Modo de uso
Diluir entre 20 e 30 gotas em um copo de água, até duas vezes ao dia, conforme orientação profissional.

Cápsulas de erva-cidreira

Forma de uso
Cápsulas padronizadas disponíveis em farmácias ou manipuladas, geralmente entre 300 mg e 500 mg por dose, seguindo orientação médica ou farmacêutica.

Erva-cidreira em receitas naturais

Ingredientes
Folhas frescas de erva-cidreira
Frutas ou sucos naturais

Modo de preparo
As folhas podem ser adicionadas a sucos, saladas, sobremesas e chás gelados, funcionando como tempero aromático e funcional.

Cuidados antes de consumir

Apesar de ser considerada uma planta segura para a maioria das pessoas, o consumo regular deve ser feito com cautela. A erva-cidreira pode interagir com medicamentos sedativos, remédios para tireoide e tratamentos para glaucoma.

Gestantes, lactantes e pessoas com hipotireoidismo devem procurar orientação médica antes de iniciar o uso frequente da planta. Além disso, o consumo excessivo pode provocar efeitos indesejados.

Pessoas que possuem gordura no fígado, histórico de doença hepática ou risco de cirrose devem sempre consultar um médico ou especialista antes de utilizar plantas medicinais como complemento ao tratamento.

Foto: Reprodução / Banco de imagens científicas
Redação Brasil News

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