O Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 será oficialmente divulgado, mas as estimativas de diferentes instituições já apontam para uma desaceleração em relação ao crescimento de 3,4% registrado no ano anterior. A convergência entre mercado financeiro, governo e Banco Central indica avanço na casa de 2,3% a 2,5%.
O Banco Central do Brasil estima expansão de 2,3% no Relatório de Política Monetária, enquanto o IBC-Br — indicador considerado prévia do PIB — apontou crescimento de 2,5%. O Ministério da Fazenda projeta 2,3%, e os economistas consultados no Boletim Focus indicam 2,26%. Já a Confederação Nacional da Indústria também trabalha com projeção de 2,5%.
Entre os setores, a agropecuária deve puxar o desempenho, com estimativas acima de 11%, enquanto indústria e serviços devem crescer em ritmo mais moderado, próximo de 1,6% a 1,7%. O cenário reflete o impacto da política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 15% pelo Comitê de Política Monetária, após ciclo de alta iniciado no ano anterior.
Apesar da sinalização de possível início de distensão monetária, o mercado projeta que os juros encerrem o ano ainda em patamar elevado, acima de 12%. A expectativa é que a taxa básica retorne ao dígito único apenas nos próximos anos, mantendo pressão sobre crédito, consumo e investimento.
O dado oficial do PIB será determinante para confirmar o ritmo da economia e calibrar as próximas decisões de política monetária e fiscal.
Foto: Reprodução Econômica
Redação Brasil News