Morte de Khamenei vira guerra de versões e expõe risco de colapso no Irã

Internacional

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em cadeia nacional neste sábado (28) que há “fortes indícios” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu após a ofensiva coordenada entre Israel e os Estados Unidos. Pouco depois, uma alta autoridade israelense afirmou à Reuters que o corpo do aiatolá teria sido encontrado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à NBC News que acredita que a informação esteja correta. Segundo Netanyahu, o complexo de Khamenei foi destruído e “há muitos indícios de que esse tirano se foi”. Imagens de satélite indicam danos extensos na área e uma densa coluna de fumaça sobre o local.

Do lado iraniano, porém, a versão é oposta. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou à ABC News que Khamenei está “são e salvo”. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também afirmou que as principais autoridades sobreviveram aos bombardeios e que o líder supremo permanece vivo.

O Exército israelense informou ainda que diversos altos oficiais iranianos teriam sido mortos, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh; o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; e Ali Shamkhani, assessor estratégico do regime. Segundo o jornal The New York Times, a ofensiva tinha como objetivo central atingir o núcleo de comando do regime iraniano.

Os ataques atingiram vários pontos de Teerã, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial. De acordo com a imprensa iraniana, citando a Crescente Vermelha, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Das 31 províncias do país, 24 teriam sido impactadas. Não houve registro de baixas americanas.

Analistas internacionais avaliam que, caso a morte de Khamenei seja confirmada, o cenário pode mergulhar o Irã em uma disputa interna de poder e ampliar drasticamente o conflito regional, com efeitos imprevisíveis para o Oriente Médio e o equilíbrio geopolítico global.

Foto: Akhtar Soomro
Redação Brasil News

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