Quem são os aliados mais influentes de Nicolás Maduro na Venezuela que passaram a ser alvo da pressão de Trump.

Internacional

Doze anos após assumir a Presidência da Venezuela, Nicolás Maduro mantém-se no comando do país cercado por um grupo restrito de aliados que exercem forte influência nas decisões do governo. Esse círculo íntimo de poder, formado por nomes históricos do chavismo, passou a ocupar o centro das atenções internacionais diante do aumento das pressões do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Entre as figuras mais poderosas está Cilia Flores, esposa de Maduro e uma das lideranças mais ativas do regime. Advogada de formação, ela construiu uma trajetória política própria desde os anos 1990, quando passou a integrar o movimento liderado por Hugo Chávez. Já presidiu a Assembleia Nacional, foi procuradora-geral da República e permanece como deputada. Nos bastidores, é considerada uma das vozes mais influentes do Palácio de Miraflores, com participação direta nas decisões estratégicas do governo.

Outro nome central é Diosdado Cabello, considerado por analistas como o braço mais duro do chavismo. Ex-militar, ele participou da tentativa de golpe de 1992 ao lado de Chávez e ocupou inúmeros cargos ao longo dos anos, como governador, presidente do Parlamento e ministro. Atualmente, exerce papel de liderança no partido governista PSUV e também comanda um programa semanal na televisão estatal, onde ataca adversários e defende o governo.

Tanto Flores quanto Cabello estão entre os sancionados por autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção e, no caso de Cabello, de possíveis vínculos com o narcotráfico — acusações que ele nega. O governo americano chegou, inclusive, a estipular uma recompensa milionária por informações que levem à prisão do dirigente chavista.

Além deles, também fazem parte do núcleo de poder figuras como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e os irmãos Jorge e Delcy Rodríguez, que ocupam posições estratégicas na estrutura administrativa e diplomática do país.

O aumento das tensões entre Washington e Caracas ocorre em meio ao reforço de tropas americanas nas proximidades da costa venezuelana e a sucessivos discursos do governo dos EUA contra o regime de Maduro. Nos bastidores da diplomacia, chegou a circular a informação de que Trump teria exigido a saída de Maduro do poder em um contato direto.

Mesmo sob forte pressão internacional, o presidente venezuelano segue amparado por esse grupo de aliados, que garante sustentação política e institucional ao regime em um cenário de crise econômica, contestação popular e isolamento diplomático cada vez maior na América Latina.

Crédito da foto: Getty Images / BBC

Redação Brasil News

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