A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso advogado”, nesta quinta-feira (23). A ação, batizada de Operação Litis Simulatio, contou com o apoio do Ministério da Justiça e das polícias civis do Ceará e do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, o grupo se passava por advogados e funcionários de escritórios fictícios para entrar em contato com pessoas que tinham processos judiciais em andamento, principalmente ações previdenciárias e de precatórios. As vítimas eram convencidas a pagar supostas custas processuais e taxas para liberação de valores, que nunca existiram.
Uma das vítimas, moradora de Florianópolis, acreditou estar quitando taxas legítimas e acabou transferindo cerca de R$ 270 mil para os golpistas. A apuração apontou que os criminosos acessavam dados reais de advogados e processos por meio de vazamentos de informações, o que dava credibilidade às abordagens.
Com base nas provas reunidas, a polícia cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e efetuou prisões no Ceará. Os investigados devem responder por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem ultrapassar 15 anos de prisão, além da perda dos bens obtidos com as fraudes.
As autoridades alertam que vítimas de possíveis golpes semelhantes devem procurar as delegacias especializadas em crimes cibernéticos e evitar fazer transferências a pessoas que se apresentem como advogados sem confirmação da OAB ou da justiça oficial.
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