Brasil busca negociar eliminação de tarifas americanas sobre o café

Economia

O governo federal, em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), definiu duas estratégias para reverter o impacto das tarifas norte-americanas incidentes sobre o café brasileiro. Desde que os Estados Unidos impuseram um adicional de 50% sobre importações em 6 de agosto, as exportações do setor seguem registrando quedas consecutivas.
Em reunião realizada na quinta-feira (22) entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e representantes do Cecafé, foram delineadas duas hipóteses para o café: ou ele entra como parte de uma suspensão geral das tarifas até o fechamento de um acordo bilateral com os EUA ou é incluído individualmente em isenção dentro do anexo 2 de uma ordem executiva americana.
Segundo o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, a primeira alternativa já está em avaliação por autoridades dos EUA. “O pedido foi formalizado ao secretário de Estado norte-americano, bem como aos demais secretários do Comércio e ao representante comercial (USTR)”, disse ele. Além disso, informou que Alckmin solicitou ao presidente Lula que trate do tema diretamente com o presidente Trump durante o encontro previsto para o dia 26, na Malásia.
Caso a suspensão total não seja concedida, a aposta será na via individual: inserir o café na lista de produtos isentos, conforme a ordem executiva de 5 de setembro. “Para essa possibilidade, o café é o primeiro produto da lista a ser incluído, tanto pelo governo brasileiro quanto pelo lado dos EUA”, explicou Matos.
O vice-presidente também deixou clara a disposição de manter diálogo permanente com o Cecafé para monitorar cenários e destravar barreiras que afetam as exportações. A pauta bilateral reúne esforços dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária, da Fazenda e do próprio MDIC, via Câmara de Comércio Exterior.
Com a possível eliminação das tarifas, o setor cafeeiro brasileiro busca recuperar competitividade e retomar o fluxo de embarques ao mercado americano, que vinha sendo comprometido pela sobretaxa aplicada.

Foto: Cecafé/Divulgação

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