O avanço da inteligência artificial levou o governo da China a orientar órgãos públicos a enfrentar os riscos da tecnologia para o emprego. Diretrizes divulgadas em 23 de outubro pedem monitoramento das mudanças no mercado de trabalho e medidas para reduzir a substituição de trabalhadores por sistemas automatizados.
O documento do Conselho de Estado prevê apoio à mudança de ocupação, orientação profissional, treinamento e encaminhamento para novas vagas. A atenção deve alcançar projetos de IA capazes de provocar impactos relevantes sobre o emprego.
A iniciativa também busca aproveitar a tecnologia para criar oportunidades e melhorar a qualidade do trabalho. Entre as prioridades estão desenvolver competências digitais e ampliar o suporte a profissionais em transição de carreira.
Outro ponto envolve o uso de algoritmos na gestão de pessoas. As diretrizes defendem fiscalização contra discriminação, recrutamento fraudulento e violações de privacidade associadas ao uso dessas ferramentas.
As orientações colocam a proteção dos trabalhadores entre as responsabilidades da expansão tecnológica. O anúncio, porém, não representa uma proibição geral de demissões nem apresenta, na reportagem consultada, um balanço de quantas vagas já foram eliminadas pela IA.
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Redação – Thiago Salles