Renan Santos descarta apoio a Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno e libera eleitores.

Política

O candidato derrotado à Presidência Renan Santos (Missão) anunciou que não apoiará nem fará campanha por Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A declaração foi feita após a divulgação do resultado do primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro.

Renan afirmou que não pretende organizar campanha sequer pelo voto nulo e disse que seus eleitores estão livres para decidir individualmente o que fazer na segunda etapa da eleição.

O posicionamento mantém a postura adotada por ele durante a campanha, quando direcionou críticas tanto ao presidente Lula quanto a Flávio Bolsonaro.

Na apuração oficial do primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. Como nenhum deles alcançou mais da metade dos votos válidos, os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

A diferença entre os dois candidatos foi de apenas 1,87 ponto percentual, a menor registrada entre os dois primeiros colocados de um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Após o resultado, Renan declarou acreditar que Flávio Bolsonaro chega como favorito para a etapa final. A afirmação, porém, representa uma avaliação política do candidato derrotado e não significa que a eleição esteja definida.

Em suas declarações, o candidato do Missão voltou a atacar Flávio e afirmou enxergar uma eventual vitória do senador como aproximação do Brasil com o governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

Renan também relacionou, em tom crítico, uma possível administração de Flávio Bolsonaro ao Centrão e afirmou temer consequências sobre investigações envolvendo casos como o INSS e o Banco Master. As declarações são opiniões e acusações políticas feitas por Renan e não representam conclusão de autoridades ou dos processos citados.

Apesar das críticas mais duras direcionadas a Flávio, Renan também rejeitou qualquer possibilidade de apoiar Lula.

Durante a campanha, o candidato já havia negado informações que circulavam nas redes sociais sobre um eventual apoio ao petista. Sua equipe reiterou naquele momento que Renan não pretendia aderir a nenhum dos dois principais adversários.

Depois do primeiro turno, o próprio partido Missão adotou postura semelhante. Renan deu liberdade para que integrantes e apoiadores da legenda decidam individualmente como votar no segundo turno.

O resultado das urnas também foi considerado abaixo das expectativas pelo candidato em relação ao desempenho nacional de seu partido. Em sua estreia em uma eleição geral, o Missão conseguiu eleger dois parlamentares, entre eles Kim Kataguiri para a Câmara dos Deputados.

Renan afirmou que pretende manter o projeto político da legenda mesmo após a derrota presidencial e trabalhar na construção de uma alternativa para os próximos ciclos eleitorais.

Enquanto isso, Lula e Flávio Bolsonaro iniciaram oficialmente a disputa pelo segundo turno, marcada por uma diferença pequena de votos e pela busca do apoio dos candidatos eliminados na primeira etapa.

Foto: Reprodução/YouTube/GloboNews –
Redação – Thiago Salles

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