Mesmo com um patrimônio líquido avaliado em mais de US$ 400 milhões, o empresário canadense Kevin O’Leary, conhecido por sua atuação no programa Shark Tank, surpreendeu seguidores ao revelar que continua fazendo suas próprias compras no Walmart. Em publicações recentes, o investidor destacou que prefere comprar itens básicos, como papel-toalha, baterias e até mesmo calças jeans de US$ 29, na gigante do varejo popular para evitar gastos desnecessários.
A mentalidade de contenção de custos não é uma exclusividade de O’Leary no topo da pirâmide financeira global. O lendário investidor Warren Buffett, dono de uma fortuna estimada em US$ 144 bilhões, permanece morando na mesma residência de cinco quartos em Omaha, comprada em 1958 por US$ 31,5 mil, além de manter o hábito de tomar cafés da manhã econômicos na rede McDonald’s com base no desempenho do mercado de ações.
A lista de bilionários frugais também inclui figuras históricas do varejo e novos nomes da tecnologia. Ingvar Kamprad, o falecido fundador da IKEA, manteve por décadas o hábito de vestir roupas compradas em mercados de pulgas e dirigir um veículo antigo. No setor tecnológico, a jovem bilionária Lucy Guo, cofundadora da Scale AI, segue preceitos de independência financeira comprando roupas em liquidações e utilizando cupons de desconto em aplicativos de entrega.
Para os analistas do setor financeiro, a postura dessas grandes fortunas reflete a lógica de valorização do capital: a retenção do dinheiro ganho e a rejeição a custos desnecessários em bens de consumo diário são componentes centrais na estratégia de construção de riqueza a longo prazo.
Foto: Reprodução / Sony / Shark Tank US
Redação – Thiago Salles