A disputa pela Presidência da República segue marcada pela forte rejeição aos principais nomes do cenário eleitoral. Segundo levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (17), Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva aparecem novamente nas primeiras posições entre os candidatos com maior resistência do eleitorado.
De acordo com a pesquisa, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 48% dizem que não escolheriam Lula. Os números são iguais aos registrados no levantamento anterior, realizado em 10 de agosto, mantendo os dois em situação de empate técnico.
A rejeição a Flávio é maior entre mulheres, eleitores com 60 anos ou mais e moradores do Nordeste. Já Lula apresenta índices mais elevados de rejeição entre homens, pessoas de 25 a 59 anos, evangélicos e eleitores da região Sul.
Rejeição dos demais nomes
O levantamento também registrou alterações nos índices dos outros pré-candidatos.
Ronaldo Caiado aparece com 34% de rejeição, ante 29% na pesquisa anterior. Já Romeu Zema registra 33%, oscilação dentro da margem de erro em relação aos 31% anteriores.
Renan Santos aparece com 31% de rejeição, contra 29% no levantamento de 10 de agosto. O candidato também é o nome menos conhecido entre os pesquisados: 44% afirmam não conhecê-lo.
Preferência para a Presidência
Quando questionados sobre quem gostariam de ver ocupando a Presidência da República, 39% dos entrevistados escolheram Lula, um ponto percentual acima do resultado anterior.
Flávio Bolsonaro, ou um candidato apoiado por Jair Bolsonaro ou integrante da família do ex-presidente, aparece com 33% da preferência.
Outros 24% afirmam preferir um candidato sem ligação com Lula ou Jair Bolsonaro. Brancos, nulos e indecisos somam os demais percentuais.
Entre os eleitores que dizem preferir uma alternativa à polarização entre os dois grupos, 52% afirmam que votariam em outros candidatos, enquanto 17% escolheriam Lula e 15% Flávio Bolsonaro.
Pesquisa
A Nexus entrevistou 2.003 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03317/2026.