Tarifaço de Trump volta a estremecer o comércio global e União Europeia reage com cautela diante das novas regras dos EUA.

Internacional

O comércio internacional voltou a entrar no centro das atenções após os Estados Unidos anunciarem novas tarifas sobre produtos importados de dezenas de parceiros comerciais. A Comissão Europeia reagiu com cautela à decisão e afirmou que o resultado está dentro dos compromissos estabelecidos em um acordo comercial firmado anteriormente com Washington.

As novas tarifas americanas atingem cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia e a China. As medidas estabelecem taxas de 10% e 12,5% sobre determinados produtos, sob a justificativa de que esses países não estariam adotando medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Apesar do anúncio, Bruxelas avaliou que a decisão representa um avanço dentro do entendimento firmado entre os dois lados. Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, o resultado cria um “impulso positivo” para novas negociações e para a busca de possíveis isenções tarifárias adicionais.

A União Europeia destacou que espera que os Estados Unidos continuem respeitando os termos do acordo comercial firmado no resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho passado, envolvendo o presidente americano Donald Trump.

Pelo acordo, o bloco europeu aceitou eliminar tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos, enquanto Washington estabeleceu tarifas de 15% sobre grande parte dos produtos europeus.

Entre as exceções mantidas estão alguns setores considerados estratégicos, como aeronaves e peças, medicamentos genéricos, ingredientes farmacêuticos ativos, além de produtos como cortiça e diamantes.

A União Europeia, que já havia rejeitado anteriormente as acusações americanas relacionadas ao combate ao trabalho forçado, afirmou que continuará acompanhando a aplicação das medidas e buscando maior cooperação comercial.

O novo cenário aumenta a atenção dos mercados internacionais, que acompanham possíveis impactos sobre cadeias de produção, preços e relações econômicas entre grandes potências.

Especialistas avaliam que decisões envolvendo tarifas podem influenciar empresas exportadoras, consumidores e investimentos, principalmente em setores altamente dependentes do comércio global.

Foto: Leon Kuegeler/Reuters – Arquivo
Redação – Ana Flavia

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