Em uma segunda-feira de perdas para a maioria das commodities agrícolas, o óleo de soja contrariou a tendência de baixa e registrou ganhos expressivos na Bolsa de Chicago, com altas superiores a 5% em alguns contratos. O movimento deu suporte aos preços da soja em grão, que apresentaram leve recuperação no mercado internacional.
Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os contratos futuros da soja avançavam entre 0,50 e 1,75 ponto, com destaque para o vencimento de julho, cotado a US$ 10,70 por bushel, e setembro, negociado a US$ 10,48.
O impulso veio principalmente da forte valorização do óleo de soja, impulsionada por novas definições do governo americano para o mercado de biocombustíveis. As novas metas de produção para 2026 e 2027 superaram as expectativas e devem ampliar o esmagamento de soja nos Estados Unidos, o que, por consequência, pode reduzir a oferta de óleo e apoiar os preços.
Além disso, o mercado segue atento ao clima no cinturão agrícola dos EUA (Corn Belt) e aos desdobramentos da guerra entre Irã e Israel, que já chega ao quarto dia sem sinais de cessar-fogo.
Segundo analistas, o mercado também aguarda os relatórios trimestrais de estoques e área plantada nos Estados Unidos, previstos para o final do mês. A expectativa é que esses dados tragam maior clareza sobre a produtividade e o tamanho da safra americana.
No cenário internacional, as negociações com a China seguem em ritmo lento, com os chineses preferindo importar soja da América do Sul enquanto as condições comerciais com os EUA não se tornam mais atrativas.
O clima geopolítico e os ajustes no mercado de energia renovável são os principais fatores que seguem influenciando os preços da soja e seus derivados nas bolsas internacionais.