Auckland City joga o Mundial de Clubes com elenco semiprofissional e premiação será dividida com a federação da Nova Zelândia

Esportes

O Auckland City segue sua trajetória no Mundial de Clubes da Fifa enfrentando desafios muito além das quatro linhas. Representando a Nova Zelândia, a equipe é composta por atletas que mantêm uma rotina dupla: treinam e jogam enquanto seguem trabalhando em outras áreas profissionais.

O goleiro Conor Tracey, por exemplo, trabalha como estoquista em uma empresa farmacêutica, enquanto o zagueiro Adam Mitchell atua como corretor de imóveis. Mesmo com limitações orçamentárias e estrutura amadora, o clube garantiu sua vaga no torneio após vencer pela 13ª vez a Liga dos Campeões da Oceania.

Em termos financeiros, a realidade é bem distinta dos grandes clubes europeus. O teto salarial dos jogadores gira em torno de 150 dólares neozelandeses por semana — cerca de R$ 2 mil por mês. Um contraste gritante ao ser comparado com atletas de várzea no Brasil, que podem ganhar até cinco vezes mais apenas jogando aos fins de semana.

A participação no Mundial garantirá ao Auckland City uma premiação superior a R$ 22 milhões. No entanto, boa parte deste valor será destinada à Federação de Futebol da Nova Zelândia para o desenvolvimento do esporte no país.

Dentro de campo, a estreia do Auckland foi dura: derrota por 10 a 0 para o Bayern de Munique. Agora, o clube neozelandês se prepara para enfrentar o Benfica, de Portugal, e o Boca Juniors, da Argentina.

Apesar das dificuldades, o Auckland City já fez história em edições anteriores do Mundial. Em 2014, surpreendeu ao conquistar o terceiro lugar, vencendo o Cruz Azul do México nos pênaltis.

O futebol amador neozelandês, com suas limitações, segue mostrando força e representatividade em um dos maiores palcos do futebol mundial.

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