Trump exclui África do Sul do G20 e articula entrada da Polônia em nova configuração do grupo.

Internacional

O governo dos Estados Unidos deu um passo que promete gerar fortes tensões diplomáticas no cenário internacional. O presidente Donald Trump decidiu retirar a África do Sul das próximas reuniões do G20 e convidou oficialmente a Polônia para assumir o lugar do país africano no grupo que reúne as maiores economias do planeta.

A decisão faz parte da estratégia da Casa Branca de criar o que vem sendo chamado internamente de “novo G20”, com mudanças tanto na composição quanto na agenda do bloco. Segundo autoridades americanas, a medida foi motivada por críticas ao governo sul-africano, acusado por Washington de promover desapropriações de terras sem indenização e de tolerar perseguições contra a minoria branca — acusações feitas sem apresentação de provas.

O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou publicamente que a África do Sul não receberá convite para participar das atividades do G20 sob a presidência dos Estados Unidos. No mesmo pronunciamento, ele oficializou a entrada da Polônia como nova integrante do grupo, destacando a proximidade política e econômica entre os dois países.

Rubio afirmou que a Polônia se tornou um exemplo de crescimento após a queda do regime comunista e atribuiu esse avanço à parceria com os Estados Unidos. Atualmente, o país europeu figura entre as 20 maiores economias do mundo e é considerado um dos aliados mais fiéis de Washington no continente.

Durante a presidência sul-africana do G20, realizada recentemente em Joanesburgo, os Estados Unidos já haviam adotado postura de enfrentamento, dificultando debates, travando negociações e se ausentando de partes importantes da cúpula. O governo Trump também deixou claro que pretende esvaziar temas como mudanças climáticas, diversidade e inclusão das discussões do grupo.

A nova proposta americana prevê que o G20 passe a tratar apenas de três eixos principais: redução de burocracias regulatórias, fortalecimento das cadeias globais de energia e incentivo à inovação tecnológica. As primeiras reuniões do novo ciclo do grupo estão previstas para os dias 15 e 16 de dezembro, em Washington, com a presença de representantes de países como o Brasil.

O presidente Trump ainda pretende encerrar sua presidência do G20 sediando a cúpula de chefes de Estado em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida.

Até o momento, os demais países-membros não se manifestaram oficialmente sobre a exclusão da África do Sul e a inclusão da Polônia, mas a decisão deve gerar debates internos, já que tradicionalmente as deliberações do G20 são tomadas por consenso.

Foto: Jonathan Ernst / Reuters

Redação Brasil News

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