Trump anuncia possível acordo com Irã, mas contradições expõem tensão e incerteza sobre fim da guerra.

Internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (23) que Washington está em negociações com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo ele, um possível acordo estaria estruturado em cerca de 15 pontos, com prioridade absoluta para impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

De acordo com Trump, os três principais tópicos do plano tratam diretamente da garantia de que o Irã não desenvolva armas nucleares. “Esse é o número um, dois e três”, enfatizou o presidente, ao comentar o andamento das conversas.

O republicano afirmou que as negociações foram “muito produtivas” e indicou que há convergência em diversos pontos. Ele também revelou que novas conversas devem ocorrer por telefone, diante da dificuldade de encontros presenciais entre representantes dos dois países.

Além disso, Trump anunciou a suspensão temporária de ataques à infraestrutura civil iraniana por um período de cinco dias, sinalizando uma possível abertura para negociações mais amplas.

No entanto, o cenário está longe de ser consensual. O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que haja diálogo direto com os Estados Unidos sobre o fim da guerra, classificando as declarações como uma tentativa de ganhar tempo e influenciar o mercado internacional de energia.

A divergência entre as versões evidencia a complexidade do conflito e levanta dúvidas sobre o real estágio das negociações. Enquanto os EUA demonstram otimismo, o Irã adota um discurso mais cauteloso e crítico.

Nos bastidores, nomes como Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff teriam participado de contatos indiretos com representantes iranianos, o que reforça a existência de tentativas diplomáticas — ainda que não oficialmente confirmadas por Teerã.

O desfecho do conflito permanece incerto, mas qualquer avanço nas negociações pode impactar diretamente o cenário global, especialmente nos preços da energia e na estabilidade geopolítica internacional.


Foto: Jim Watson/AFP

Redação – Thiago Salles

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