Sombra de ingerência! Campanha de Lula aciona TSE contra a Meta e acusa Big Techs de interferência a favor de Flávio Bolsonaro.

Política

O clima de tensão na corrida pelo Palácio do Planalto atingiu o ápice a duas semanas da votação decisiva de 25 de outubro. Em nota oficial, a coligação de Lula detalhou episódios em que a conta do presidente no Instagram foi impedida de impulsionar conteúdos no feed, além de sofrer travas repentinas na contagem de visualizações e alcance orgânico de suas publicações.

A denúncia aponta ainda que, às vésperas do primeiro turno — do qual Flávio Bolsonaro saiu vitorioso na liderança da disputa —, as páginas oficiais de Lula e de vários aliados de esquerda desapareceram subitamente das ferramentas de busca das redes sociais. Embora a Meta tenha alegado “falhas e problemas técnicos” para justificar as anomalias, a campanha petista classifica a repetição dos episódios como uma ação orquestrada e com claros objetivos políticos.

A acusação contra a Big Tech ganha peso em meio ao incômodo do governo brasileiro com declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interpretadas como tentativas de ingerência externa na política nacional. O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, destacou a aliança ideológica e os interesses comerciais mútuos entre as grandes plataformas de tecnologia norte-americanas, a Casa Branca e a candidatura da oposição.

Aos 80 anos e buscando o quarto mandato presencial, Lula reestruturou toda a sua estratégia para o segundo turno, focando intensamente na presença digital para neutralizar o avanço adversário. O recurso protocolado no TSE cobra providências imediatas da Justiça Eleitoral e exigências de esclarecimentos formais à direção global da Meta para garantir a equidade na reta final do pleito.

Foto: Magnus Nascimento / Reprodução | Redação – Thiago Salles

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