O Santos intensificou o planejamento para 2026 com uma agenda que combina ajustes financeiros, movimentações no mercado e decisões estratégicas sobre atletas de peso. Entre os principais temas estão a renovação contratual de Neymar e a tentativa de viabilizar a chegada de Gabigol por empréstimo.
A negociação envolvendo Gabigol é considerada delicada. O Peixe deixou claro ao Cruzeiro que não consegue assumir integralmente os salários do atacante, que ainda tem vínculo longo com a Raposa. Diante disso, as partes avançaram para um modelo de empréstimo até o fim de 2026, com divisão igualitária dos custos salariais. A boa relação entre Alexandre Mattos, executivo santista, e Pedro Lourenço, controlador da SAF cruzeirense, tem facilitado as conversas.
Paralelamente, a diretoria trata como prioridade máxima a permanência de Neymar. As negociações com a NR Sports seguem em andamento para a assinatura de um novo contrato de curta duração, inicialmente válido por seis meses, com projeção até a Copa do Mundo de 2026.
Para abrir espaço no orçamento, o Santos planeja saídas estratégicas. A intenção é negociar jogadores com mercado para reduzir despesas e gerar caixa. Nomes como Tiquinho Soares estão no radar, além de negociações envolvendo Guilherme, Morelos e Vinicius Zanocelo, este último já vendido em definitivo ao Ceará. O zagueiro Luisão também foi cedido por empréstimo ao Goiás.
Fora das quatro linhas, o clube avançou na regularização de certidões do FGTS e da Receita Federal, o que libera a captação de recursos via Leis de Incentivo em 2026 — considerada uma frente essencial para investimentos.
No mercado internacional, o Peixe apresentou proposta ao Independiente, da Argentina, pelo meio-campista Felipe Loyola, titular da seleção chilena. A oferta gira em torno de US$ 6 milhões por 80% dos direitos econômicos, com pagamento parcelado. Além disso, há interesse em Rony, atualmente no Atlético-MG, com tentativa de empréstimo para reforçar o setor ofensivo.
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Redação Brasil News