“Rastro milionário do filme de Bolsonaro”: emendas parlamentares de quase R$ 8 milhões entram na mira do STF.

Brasil

Uma nova polêmica envolvendo o filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou força após denúncias apontarem o envio de milhões de reais em emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do longa.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, deputados federais, estaduais e vereadores de São Paulo destinaram cerca de R$ 7,7 milhões para organizações associadas à produtora Go Up Entertainment.

Diante da repercussão, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades nos repasses.

A apuração envolve entidades como o Instituto Conhecer Brasil, Academia Nacional de Cultura e outras organizações ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo filme.

Entre os parlamentares citados estão nomes ligados ao PL, como Mario Frias, Carla Zambelli, Bia Kicis, Marcos Pollon e Alexandre Ramagem.

Segundo a denúncia apresentada pelos deputados Tabata Amaral e Henrique Vieira, Mario Frias teria destinado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, divididos entre projetos esportivos e iniciativas de letramento digital.

Mario Frias, além de deputado federal, também participa diretamente do projeto “Dark Horse” como produtor executivo e roteirista.

As investigações apontam ainda repasses realizados por parlamentares estaduais e vereadores da capital paulista.

O deputado estadual Gil Diniz teria destinado R$ 200 mil para um documentário relacionado ao projeto, enquanto outras emendas milionárias foram encaminhadas para eventos culturais, oficinas de tecnologia e congressos ligados às entidades investigadas.

A decisão de Flávio Dino ocorre em meio a outra frente de repercussão envolvendo o financiamento do filme.

Recentemente, vieram à tona mensagens e áudios indicando que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção cinematográfica.

As informações apontam que o empresário teria prometido cifras milionárias para o projeto, aumentando ainda mais a repercussão política do caso.

As defesas dos parlamentares envolvidos negam irregularidades e afirmam que os recursos seguiram critérios técnicos e legais.

A investigação agora busca esclarecer a relação entre os repasses públicos e as entidades ligadas à produção do filme.

Foto: Reprodução/Internet

Redação – Thiago Salles

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