Polícia faz operação contra agência acusada de vender viagens e deixar torcedores no prejuízo.

Brasil

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira uma grande operação contra a empresa Outsider Tours, investigada por suspeita de vender pacotes internacionais que nunca eram entregues aos clientes.

Batizada de “Operação Cartão Vermelho”, a ação foi coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon), que apura denúncias de estelionato e crimes contra relações de consumo ligados à comercialização de viagens esportivas para partidas internacionais de futebol.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos pontos do Rio de Janeiro, incluindo endereços na Barra da Tijuca, Ilha do Governador, Leblon e Centro da capital fluminense. Entre os principais alvos está Fernando Sampaio de Souza e Silva, apontado pela investigação como representante legal da empresa.

Segundo as autoridades, consumidores relatam ter comprado pacotes completos com passagens aéreas, hospedagem, translados e ingressos para jogos da Libertadores e outras competições internacionais, mas ao chegarem ao destino descobriram que os serviços não haviam sido reservados.

De acordo com a polícia, as primeiras reclamações começaram ainda em 2022, durante a final da Libertadores, e se multiplicaram nos anos seguintes. O delegado Wellington Vieira afirmou que diversas vítimas ficaram sem hotel, sem transporte e até sem acesso às partidas que haviam planejado assistir.

A investigação aponta que Fernando responde atualmente a centenas de processos em diferentes estados do país. Ele chegou a ser preso no início deste ano em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, mas foi posteriormente liberado após decisão judicial.

A defesa do empresário declarou que recebeu a operação com tranquilidade e reforçou que não existe condenação judicial contra Fernando até o momento. Os advogados afirmam ainda que a empresa encerrou oficialmente suas atividades e que irão colaborar com as autoridades durante o andamento das investigações.

A polícia segue analisando documentos, contratos e registros financeiros apreendidos durante a operação para identificar possíveis vítimas e verificar se a empresa continuava atuando de forma irregular mesmo após anunciar o encerramento das atividades.

Foto: Reprodução/Polícia Civil RJ
Redação – Thiago Salles

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