A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a gerar repercussão nacional nesta segunda-feira (29). Internado no Hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro será submetido a um novo procedimento médico, poucos dias após ter passado por uma cirurgia abdominal realizada no período do Natal.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente estava custodiado em uma cela especial da Polícia Federal. Após avaliação clínica detalhada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência hospitalar diante do risco à saúde do detento.
De acordo com a equipe médica, o novo procedimento é necessário para controlar crises recorrentes de soluços intensos, que têm provocado elevação da pressão arterial, dificuldade para dormir e risco de agravamento do quadro pós-operatório. No sábado (27), Bolsonaro já havia sido submetido a uma intervenção emergencial com o objetivo de aliviar o espasmo involuntário do diafragma — condição que, quando persistente, pode comprometer a respiração, a cicatrização cirúrgica e o sistema cardiovascular.
Como será o procedimento médico
Segundo especialistas, o tratamento envolve uma abordagem clínica e invasiva leve. Inicialmente, são administrados medicamentos específicos para estabilizar o diafragma e controlar estímulos nervosos responsáveis pelos soluços persistentes. Caso não haja resposta adequada, pode ser necessária a realização de um procedimento complementar, que inclui sedação leve, monitoramento cardíaco contínuo e controle rigoroso da pressão arterial.
Além disso, o quadro abdominal do ex-presidente segue sob observação devido à hérnia inguinal bilateral, condição em que ocorre a passagem de parte do intestino por uma abertura na musculatura da região da virilha, tanto do lado direito quanto do esquerdo. A cirurgia realizada anteriormente consistiu na reposição das alças intestinais e na implantação de uma tela de polipropileno, usada para reforçar a parede abdominal e reduzir o risco de recidiva.
O boletim médico divulgado no domingo (28) informou que Bolsonaro apresentou nova crise de soluços durante a noite, acompanhada de instabilidade na pressão arterial. Apesar disso, o ex-presidente encontra-se clinicamente estável, consciente e sem dor no momento, permanecendo sob vigilância intensiva.
O caso reacende discussões sobre os limites entre cumprimento de pena, direito à saúde e decisões judiciais em situações de alto impacto político. Enquanto isso, o estado clínico de Jair Bolsonaro segue sendo acompanhado de perto por médicos, autoridades judiciais e pela opinião pública.
Foto: Wilton Junior / Estadão
Redação Brasil News